segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Treinamento Funcional PROGRAMA COMPLETO Parte I

Liberação Miofascial


A pouco tempo era muito difícil ver dentro de salas de condicionamento físico pessoas preocupadas com a prescrição de exercícios de liberação miofascial. Com a ajuda de vários pesquisadores sobre a conectividade entre fascias como é o caso de Myers e Bousquet, Mike Clark criou o termo auto-liberação Miofascial.

Mais afinal o que é a Fascia Muscular?
A fascia é uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo, com as funções de bainha elástica de contenção e de facilitar o deslizamento dos músculos entre si. De uma forma pratica ela é aquela pele branca que envolve a carne que compramos no supermercado.

O método de liberação miofascial segundo Michael Boyle consiste em aplicar uma determinada pressão ao tecido com o intuito de deformá-lo buscando uma reação química que ira resultar numa maior liberdade entre o músculo e a fascia muscular.

Essa mobilização do tecido mole estimula a formação de fibroblastos no qual ajudam a organizar transformando fibras de colágeno tipo 3 imaturas e desorganizadas em fibras mais fortes e alinhadas de colágeno tipo 1.  É como se passasse um pente em um cabelo cheio de nós.

A técnica da auto-liberação é muito simples basta pegar um implemento seja um rolo de espuma ou de PVC, bola de tênis ou ate mesmo de golf e utilizar o peso do próprio corpo para aplica uma pressão em lugares mais doloridos.

Segundo Myers é sempre bom lembrar que devemos ter uma visão global sobre liberação miofascial haja visto que as fascias tem conexão entre si e ligam estruturas que aparentemente não teriam ligação.

Nós aqui da crossfit alinhados com os conceitos de Michael Boyle, Gray Cook e Greg Everett usamos a auto-liberação no inicio das sessões de treinamento o que ajuda a diminuir a densidade muscular e conseqüentemente ajuda em um melhor aquecimento prevenindo principalmente lesões agudas.  

Se pensarmos em um elástico cheio de nós quanto puxamos as duas extremidades sem a liberação previa destes ira fazer como que este elástico não consiga esticar o quanto poderia e ainda ataria ainda mais os nós presentes.  Isso pode desencadear processo doloroso proximal ou em pontos mais distantes devido a conectividade interfascial que falei a pouco.

Fico aberto apara sugestões e criticas. e fiquem ligados nos próximos artigos. Abraço a todos.

Fica  a frase: Nem tudo o que apliquei ontem, aplico hoje e nem tudo que aplico hoje aplicarei amanha. A única certeza que a ciência nos dá é que devemos continuar estudando.



                              Sera que somos segmentados ou interligados?

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